O APRENDIZADO ATRAVÉS DA EXPERIÊNCIA

Muitos já a viveram e foram tocados por ela. Depois dela tomaram as decisões que precisavam tomar e o fizeram com convicção, deram o próximo passo que hesitavam em dar, descobriram que o mundo é repleto de oportunidades e que sim, eu posso!
Mas então o que é essa experiência Outward Bound que transforma as pessoas de maneira tão profunda e que, ao mesmo tempo, é tão difícil de colocar em palavras?

Qual é a "mágica" que acontece durante as jornadas na natureza que faz com que as pessoas acreditem de que são capazes de mais, muito mais?

Uma expedição Outward Bound não é uma experiência fácil. E não é para ser, a proposta é tirar as pessoas da zona de conforto pois é lá que mais se aprende. Ao chegar na base em Campos do Jordão, o participante que decidiu embarcar numa jornada de auto-descoberta (vamos chamá-lo de Kurt) é recebido pelos seus instrutores, seus mentores dos próximos dias, e os outros participantes, que dividem com ele a busca por um sentido mais profundo na vida.

Muitas caras desconhecidas, insegurança paira no ar. Kurt é convidado com os outros participantes a formar uma roda com os instrutores. Na roda todos conseguem ver todos, não há lugar para se esconder, mas também ninguém tem uma posição de destaque. Todos se apresentam, a primeiras risadas tomam um pouco da tensão inicial. Os primeiros acordos de convivência são fechados, o grupo define quais comportamentos deseja deixar do lado de fora da experiência, quais deseja que apareçam em ambundância. Fazem um registro numa Blue Peter, uma bandeira náutica azul com um retângulo central branco.

Os instrutores falam sobre o "Ambiente Seguro de Aprendizagem", um ambiente pelo qual todos são responsáveis e no qual se cuidará tanto da parte emocional de cada um, como da parte física. Kurt vai se sentindo cada vez mais à vontade, a sensação de que está num grupo que o acolherá aumenta a cada minuto.

Separação dos equipamentos que irão à campo, os individuais, os comunitários e a comida. O espaço da mochila é limitado, o monte dos equipamentos individuais é o menor dos três: uma muda de roupa, um kit de higiene pessoal, algo contra chuva e frio e a roupa do corpo é a que vai a campo. Kurt se pergunta se não estão exagerando, levarei só isso mesmo? Do equipamento comunitário Kurt está levando uma parte da barraca que irá dividir com mais três pessoas, uma panela e a tarp, o grande telhado de tecido impermebializado debaixo do qual o grupo sempre se reunirá para preparar as refeições. A parte da comida que ele estará levando é de longe o mais pesado.

O impossível acontece, tudo encontra espaço dentro da mochila. De tão preenchida que ela está, até para de pé sozinha! Um dos instrutores elogia a montagem de Kurt e isso causa uma agradável primeira sensação de missão cumprida. A van já aguarda do lado de fora da base, de maneira eficaz e animada o grupo de doze participantes e dois instrutores guarda os equipamentos e parte rumo ao início da trilha.

Uma vez lá, a realidade que aguarda o grupo nos próximos dias se contrapõe à euforia inicial. A mochila está pesada e o objetivo do dia é alcançar um local de acampamento que se encontra morro acima. E esse morro não termina nunca! Como se não bastasse isso, os primeiros grossos pingos anunciam a costumeira chuva de final de tarde, curta e intensa. Agora Kurt entende a piada que os instutores fizeram na base: não existe tempo ruim, apenas equipamento que não é adequado. Sua capa de chuva manteve a parte de cima do seu corpo seca e a calça, bom, a calça logo secará pois o tecido é sintético.

Chegando ao local de acampamento uma parte do grupo monta as barracas e a outra a tarp para cozinhar. Sucessivamente os participantes vestem sua muda seca e se unem ao resto do grupo embaixo da tarp. O cardápio? Yakisoba com legumes, fácil de preparar nesse primeiro dia que já cansou bastante. O espírito do grupo volta a se erguer com cada garfada. No final do jantar os instrutores demonstram a técnica de mínimo impacto para lidar com o lixo e para lavar panelas e pratos. Kurt se impressiona com o cuidado de levar a menor das migalhas no lixo orgânico.

Satisfeitos e felizes, os integrantes do grupo são chamados para um fechamento do dia embaixo da tarp. Novamente em círculo e cada um com um chá na mão, a conversa é aberta por um dos instrutores com a pergunta: "E aí, pessoal, como foi esse primeiro dia para vocês?"

Timidamente os primeiros começam a relatar sobre as suas impressões e sensações. Os instrutores encorajam o grupo a falar sobre os fatos e as emoções e logo os participantes engrenam numa agradável conversa. Até Kurt, por sua decendência germânica normalmente uma pessoa de poucas palavras, compartilha vividamente sua experiência.

Em seguida os instrutores fazem a provocação: "Muito bem, tendo dito tudo o que disseram, o que vocês farão melhor amanhã e nos próximos dias da expedição?" Os primeiros momentos são de silêncio, todos imersos nos próprios pensamentos, buscando ligar os pontos. Kurt é o primeiro a se manifestar, faz uma proposta, o resto grupo do concorda. A conversa volta novamente a fluir, agora de uma maneira mais determinada, querendo que o amanhã venha logo para colocar em prática aquilo que poderia ter sido feito melhor hoje. Alguns dos integrantes falam de como melhorar sua postura diante de certas situações, outros falam sobre como melhorar as interações e claro que não podia faltar a proposta de como melhorar o tempero da comida.

Os instrutores fecham a conversa com palavras encorajadoras, que o grupo está entrando de corpo e alma na jornada e que esse primeiro dia foi um preságio das incríveis experiências que ainda estão por vir. Já em sua barraca que divide com outros três participantes, Kurt aproveita o momento de silêncio antes de adormecer para entender o que aconteceu durante a conversa de fechamento do dia:

"Primeiro falamos sobre aquilo que vivemos, aquilo que sentimos, como fui visto pelos outros e como eu vi os outros. Nunca fiz isso dessa maneira tão leve e sem obstáculos, que curioso! E depois falar sobre como podemos melhorar, tanto como indivíduo como grupo, isso foi um momento muito poderoso. Nunca havia visto tanto comprometimento expontâneo, esse desejo grande de se tornar melhor, de fazer melhor. Mal posso esperar para colocar tudo em prática! Se o primeiro dia já foi desse jeito, como serão os que estão por vir? Mal posso esperar!"

OBJETIVOS

Oferecer programas de desenvolvimento socioemocional na natureza para crianças, jovens e adultos.
Desenvolvimento Pessoal
Melhorar a autoconsciência e a autoconfiança, além da motivação e persistência em superar dificuldades.
Reconhecimento do seu próprio potencial.
Desenvolvimento Social
Educação Ambiental

ESTRATÉGIA

Nossos programas levam em consideração, na montagem e execução, princípios que não abrimos mão.
Aprendizado através da experiência
Um processo educativo baseado na ação e na reflexão. As experiências são deliberadamente planejadas e apresentadas para serem atraentes, relevantes e sequenciais, promovendo o desenvolvimento de habilidades e a transferência de aprendizados para outras situações.
Ambiente seguro de aprendizagem
Desafio e aventura

SEGURANÇA

A Outward Bound Brasil segue rigorosamente padrões internacionais em gestão de segurança e prevenção de acidentes.
 
Propósito
Garantir a segurança é o propósito máximo de todos envolvidos com a OBB. Implementamos e seguimos normas de segurança reconhecidas pela Outward Bound Internacional e que serviram de referência para a construção das Normas de Turismo de Aventura publicadas pela ABNT.

A peça mais importante no manejo da segurança na OBB é a constante vigilância, julgamento, habilidade e experiência de seus instrutores.
Comitê de Segurança
Protocolos e Normas de Segurança
Relatórios de Segurança e Relatório de Incidente
Sistema de Resposta a Emergências
Protocolos de Primeiros Socorros
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